terça-feira, 10 de junho de 2014

Não da para concertar!





Nesta semana conversando e olhando a vida de vários amigos ex-colegas com quem trabalhei em igrejas, nenhum deles ruim por natureza, nenhum deles mal intencionado, alias sinceros, mas sinceramente amando a instituição mas do que ao mestre, sem possibilidade de ser obedientes fora do que conhecem. Muitos deles desejando fazer “algo diferente” mas amando mais aquilo que vem, aquilo que é seguro do que amando ao Mestre, sem fé para abandonar o que tem na procura dum evangelho simples e descomplicado.
Vi varias coisas que estão acontecendo nos diferentes “ministérios” que os meus amigos desenvolvem, para mim o que está acontecendo nas suas igreja e os programas que estão levando tem se convertido em mais material par eu lhes criticar, mas desta vez bateu uma dor de saber que a grande maioria do que eles fazem é ativismo, nada mais do que ativismo longe de Cristo e da graça.

Grande parte dos ministérios deles se concentra em concertar a igreja que eles servem com sinceridade e amor, não questiono os motivos nem o coração, eles são sinceros, mas sinceramente estão levando pessoas até que sinceras longe da sinceridade e verdade do evangelho simples. Me questiono então, Como se concertam os problemas nas igrejas denominacionais? Contratando profissionais, geralmente. Não é a palavra, não é o estilo de vida nem obediência, são “experts” que sabem como o negocio funciona, e são eles que concertam. Mas como concertar uma igreja/denominação/instituição que tem nome que está viva mas a verdade fede faz vários dias? Como concertar uma instituição que movimenta a sua boca e disse “eu vou ganhar o mundo, eu vou ir, eu vou fazer...” mas as suas obras são corruptas e só a boca movimenta? fala que faz mas não faz o que fala. Como concertar uma instituição que viaja na maionese acreditando que pode ganhar o mundo fazendo evangelismo turístico de 2 semanas por ano? Como concertar uma instituição que fala uma coisa e faz outra? Bate a dor de ver que o navio começou afundar faz vários anos, que não é novidade que a instituição está pior do que o Titanic, e os músicos continuam tocando, os experts continuam tentando salvar o navio, falando para as pessoas não abandonarem o barco, porque só no barco da instituição que está se afundando há salvação.

Tentar concertar o que não da para concertar não é só bobagem, é desobediência, é ter mais amor pelo que vemos, pelo que construímos do que pelas pessoas, do que pelo eterno, tentar concertar é cultuar aquilo que construímos antes do que cultuar aquele que merece culto.

Não tenho duvida que ativismo virtual ou real nas igrejas evangélicas ajuda a liderança das instituições se sentirem seguros que o que fazem é bom, bíblico e faz bem para o próximo, mas no final é só um jeito de se justificar, se sentir ruim por uns minutos, com pouco de culpa, esquecer da sua realidade, olhar a realidade dos outros, sentir culpa de novo, sentir a necessidade de ajudar, voltar para o prédio no domingo e fazer um desfile das obras que não transformaram ninguém.

O problema é que este ativismo que confundimos com missões, e promovido por uma liderança errada levando outros ao erro, é um ativismo hipócrita que não vá além de presentear crianças pobres com balas de hortelã e curtidas no face, liderança hipócrita que no final o herói é o coitado de classe a e b dominado pela teologia dos subúrbios e condomínios fechados,  que gastou milhares de dólares para viajar para um lugar aonde ora para nunca morar, para construir uma casa aonde ele não dormiria, dar um lanchinho que ele/ela não comeria, viajar a um pais exótico ou uma periferia aonde ele não tem nenhum interesse pessoal nem nenhum amigo e que não esta nem ai se alguém vive ou morre nesse lugar perto do inferno. Ativismo hipócrita que abraça favelados mas não tem interesse nenhum em levar eles para dormir na sua casa e ajudar na sua educação.

Ah meus queridos, como doe o coração saber que trocamos as boas novas por ativismo religioso, como doe saber que achamos que curtindo no face salvamos vidas, como doe saber que pisamos na bola e continuamos trocando placas e lideres para manter os lugares e instituições, salários, poder e manipulação, que tanto amamos, como doe saber que a noiva, não esta pronta, que a noiva esta doente, na uti, mas continua mexendo a boca, e tentando concertar o que não pode ser concertado, uma instituição falida. 

Minha oração é que aqueles que Deus esta levantando, que aqueles que Deus está chamando possamos tirar os olhos das nossas reuniões, sejam elas no domingo ou na terça, sejam elas numa casa ou num boteco, e saibamos que abandonamos o navio e o ativismo religioso não para o nosso beneficio, nem para ter uma melhor religião, mas sim para que outros conheçam um evangelho simples, puro, descomplicado, Jesus nasceu, viveu, foi crucificado, ressuscitou e vai voltar, um evangelho que começa amando a Deus sobre todas as coisas e é demostrado servindo ao próximo.